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Semae acompanha lançamento do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas – Transição Energética da SATC

O secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), Guilherme Dallacosta, e a diretora de Políticas Públicas da Economia Verde, Mariane Murakami, representaram a pasta em visita técnica ao Hub de Transição Energética Aplicada à Produção de Fertilizantes, instalado no Centro Tecnológico SATC, em Criciúma. A agenda permitiu conhecer os avanços das pesquisas desenvolvidas pelo Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), iniciativa que reúne empresas, universidades e instituições públicas para o desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio, à economia circular e à transição energética.

A visita ocorreu em um momento estratégico para Santa Catarina, que está elaborando seu Plano de Transição Energética Justa. O documento, coordenado pela Semae, estabelecerá diretrizes para promover a descarbonização da economia catarinense, incentivar a inovação tecnológica, fortalecer novas cadeias produtivas e garantir que a transição para uma economia de baixo carbono ocorra de forma sustentável, competitiva e socialmente inclusiva.

Para o secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta, iniciativas como a desenvolvida pela SATC demonstram como pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico podem contribuir para construir uma transição energética alinhada às potencialidades de Santa Catarina. “Estamos construindo o Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina ouvindo os diferentes setores e identificando iniciativas que possam impulsionar uma economia mais sustentável. O trabalho desenvolvido pela SATC mostra como é possível agregar valor aos recursos existentes, estimular a inovação, promover a economia circular e criar novas oportunidades para o desenvolvimento regional”, destacou o secretário.

Durante a agenda, foram apresentados os projetos desenvolvidos pelo Hub, que ampliou sua atuação para além das pesquisas com zeólitas produzidas a partir das cinzas de carvão. Atualmente, a estrutura recebe empresas e instituições de pesquisa para testar novos fertilizantes, avaliar materiais com potencial de uso agrícola e desenvolver tecnologias voltadas ao reaproveitamento de resíduos, à captura de dióxido de carbono (CO₂) e à economia circular.

A diretora de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Mariane Murakami, ressaltou que experiências como essa contribuem para subsidiar a formulação das políticas públicas estaduais. “A elaboração do Plano de Transição Energética Justa passa pelo diálogo com instituições de pesquisa, setor produtivo e sociedade. Conhecer projetos que unem ciência, sustentabilidade e desenvolvimento econômico fortalece a construção de políticas públicas baseadas em soluções inovadoras e adaptadas à realidade catarinense”, afirmou.

O Hub de Transição Energética Aplicada à Produção de Fertilizantes integra uma estratégia voltada à valorização de materiais antes considerados passivos ambientais, transformando resíduos em novos insumos para a agricultura. A iniciativa também amplia as perspectivas para o setor carbonífero catarinense ao incentivar novas aplicações para o carvão mineral, agregando valor por meio da pesquisa, da tecnologia e da inovação.