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Governo do Estado vai apresentar Diagnóstico do Plano de Transição Energética Justa em Criciúma

Será o último encontro na região Sul, da fase de participação do público, antes da entrega do plano ao Governo do Estado

O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), vai apresentar na próxima terça-feira, 16/06, em Criciúma, os resultados da etapa de “Diagnóstico”, do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina (PTEJSC). O encontro, realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, responsável pela pesquisa, vai reunir representantes da sociedade civil, academia e setor produtivo da região Sul, foco do estudo.

O encontro será realizado das 14h às 17h, na Associação Empresarial de Criciúma. As inscrições devem ser feitas pelo link https://forms.gle/TBKMH5PBbrDf1PYAA ou no próprio local no dia do evento.

“Santa Catarina está construindo uma iniciativa pioneira no Brasil ao planejar a transição para uma economia de baixo carbono sem perder de vista a justiça social. O diagnóstico apresentado em Criciúma mostra que é possível conciliar desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e geração de oportunidades para as comunidades e trabalhadores que serão impactados por essa transformação” comenta a diretora de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Mariane Murakami.

O evento apresentará os resultados parciais do diagnóstico de Santa Catarina, com análises sobre o cenário atual sob as perspectivas energética, econômica e social. Também serão abordados os principais desafios e oportunidades associados à atividade carbonífera, considerando seus impactos no contexto da transição energética e a realidade dos trabalhadores envolvidos nessa cadeia produtiva.

“O Plano de Transição Energética Justa está sendo construído de forma participativa e com olhar para o futuro. O diagnóstico evidencia o potencial da região Sul para atrair novos investimentos, diversificar sua economia e gerar empregos sustentáveis, garantindo uma transição planejada e responsável para toda a sociedade”, complementa a gerente de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Cristiane Casini Bitencourt.

Santa Catarina está desenvolvendo um plano inovador no Brasil pois a proposta vai além da transição da matriz energética sob o ponto de vista econômico. O estudo também contempla ações para assegurar que essa mudança rumo a uma economia de baixo carbono aconteça de forma socialmente responsável, com geração de oportunidades, inclusão e atenção às comunidades e aos trabalhadores que podem ser impactados, destacando o compromisso com o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e justiça social que torna o plano uma referência para o país.

A Semae em conjunto com a FGV, promove desde o início dos trabalhos, encontros regionais com setores da economia e diferentes entidades. Além das entrevistas e sessões de escuta integradas, foram realizados Workshops nas regiões Sul, Norte, Meio-Oeste e Planalto Serra, com a participação de mais de 260 pessoas.

Após a conclusão da fase de diagnóstico e das oficinas participativas regionais, o estudo avançará para a construção de cenários, definição de estratégias e elaboração do plano de ação que orientará a transição energética catarinense nas próximas décadas. A previsão de entrega ao Governo do Estado é em outubro de 2026.

Sobre o Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina

Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro a ter uma Lei de Transição de Energética Justa e o primeiro a adotar o conceito de justiça social no Plano de Transição, visando garantir que a transição para a geração de energia de baixo carbono seja inclusiva, socialmente responsável, além do tradicional viés da viabilidade econômica. 

O Governo do Estado está investindo R$ 3,5 milhões para a elaboração desse estudo, que encontra-se em estado de 50% de execução.

A relevância deste trabalho para Santa Catarina reside no desafio específico de gerenciar os impactos do descomissionamento da cadeia carbonífera, que afeta especialmente os municípios da região sul, onde o setor carbonífero, movimenta anualmente mais de R$ 6 bilhões, é responsável por mais de 20 mil empregos diretos e indiretos e representa cerca de 15% da economia local.