Técnicos da Semae participam de curso sobre abelhas nativas e de inauguração de meliponário educativo em comunidade indígena
A comunidade indígena Pira Rupa, localizada no município de Palhoça, recebeu nos dias 08 e 09/05, mais uma edição do Curso de Educação Ambiental sobre Abelhas Nativas, iniciativa voltada à valorização da biodiversidade, da educação ambiental e dos saberes tradicionais relacionados à conservação da Mata Atlântica. Representando a Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), participaram Breno Burigo e Lucas Guidoni, da gerência de Economia Verde (Gecoverde); e Derik Bellardi e as pesquisadoras Maeve Ottonelli e Andreoara Schmidt, da gerência de Integração e Planejamento Ambiental (Geipa).
Durante a atividade, também foi inaugurado o Meliponário Pira Rupa, novo espaço de educação ambiental e visitação instalado no território indígena. O local permitirá que visitantes conheçam mais sobre a cultura da comunidade e sobre espécies de abelhas nativas como Mirim-guaçu, Jataí, Manduri, Uruçu-amarela e Mandaçaia. Também participaram da programação a presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Mary Sorage, o professor e coordenador de cultura da EIEF Pira Rupa, Vilmone Djekupé Samaniego e o conselheiro da Reserva, Glaico Sell.
“Para a Semae, apoiar este importante projeto de educação ambiental do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlantica (CNRBMA) é fortalecer a conexão entre conservação ambiental, educação e valorização dos saberes tradicionais. As abelhas nativas têm um papel essencial para a biodiversidade e para a manutenção da vida nos ecossistemas, e ver esse conhecimento sendo compartilhado dentro da comunidade Pira Rupa, de forma integrada à cultura indígena, é muito significativo. O meliponário nasce como um espaço de aprendizado, troca e preservação, aproximando ainda mais as pessoas da importância de conservar a Mata Atlântica”, destaca Robson Cunha, gerente de Economia Verde da Semae.

Santa Catarina se tornou o quarto estado a receber a formação, ministrada pela engenheira ambiental e meliponicultora Stefânia Hofmann. A programação reuniu momentos teóricos e práticos sobre a importância das abelhas nativas sem ferrão para o equilíbrio dos ecossistemas e para a manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica.
A ação reforça o compromisso da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) com a educação ambiental e a preservação das abelhas nativas, espécies fundamentais para a polinização e para a manutenção da vida nos ecossistemas.
De acordo com a presidente do Conselho Nacional da RBMA, Mary Sorage pMary Sorage, ações como esta fortalecem a conexão entre conservação ambiental e comunidades tradicionais. “A proteção das abelhas nativas também significa proteger a biodiversidade, a cultura e os conhecimentos tradicionais dos povos que historicamente convivem em harmonia com a natureza. A RBMA acredita na educação ambiental como ferramenta de transformação e de construção de um futuro mais sustentável”, destacou a presidente.

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a ADM Cares e o Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, além do Instituto Tabuleiro, EIEF Pira Rupa e Urbees Meliponicultura Urbana. Os próximos estados a receberem a formação serão Goiás e Bahia, encerrando a primeira etapa do projeto Abelhas Nativas da Mata Atlântica.
Para o professor e coordenador de cultura da EIEF Pira Rupa, Vilmone Djekupé Samaniego, o novo espaço representa um importante avanço para as ações desenvolvidas na comunidade. “O meliponário é fundamental para a nossa educação ambiental. Recebemos muitas escolas e agora vamos fortalecer ainda mais esse trabalho em nosso território, compartilhando conhecimentos sobre as abelhas nativas, a natureza e a nossa cultura”, destacou.
