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Técnicos das áreas de Outorga e de Saneamento e Recursos Hídricos da SEMAE participam do 2º Simulado Geral de Gestão de Desastres da Defesa Civil de SC

O simulado testou fechamento das comportas e avançou na modernização das barragens no estado

A gerente de Outorga e Controle de Recursos Hídricos, Gisele de Souza Mori, e o gerente de Saneamento e Gestão de Recursos Hídricos da SEMAE, Vinicius Tavares Constante, participaram neste domingo, 1º de março, do 2º Simulado Geral de Gestão de Desastres. Entre as atividades, os técnicos acompanharam uma das etapas mais estratégicas do encontro: um exercício de fechamento das comportas das barragens de contenção de cheias do Alto Vale do Itajaí. 

“A equipe técnica da Gerência de Outorga atuou na identificação de captações emergenciais e na eventual suspensão de usos da água, garantindo segurança hídrica às populações afetadas.  Ao integrar o gabinete de crise e os fluxos de comunicação interinstitucionais, a SEMAE fortalece o alinhamento entre gestão ambiental e defesa civil, ampliando a capacidade de resposta do Estado. O exercício também permitiu revisar procedimentos de fiscalização de usos múltiplos da água, atribuição diretamente vinculada à atuação da Gerência de Outorga”, destaca a gerente de Outorga e Controle de Recursos Hídricos da SEMAE, Gisele de Souza Mori.

A ação foi executada de forma coordenada e monitorada, seguindo todos os protocolos técnicos e de segurança, como forma de testar a capacidade operacional das estruturas e a prontidão das equipes. A manobra integra o maior exercício de gestão de desastres já realizado no país e teve como foco validar fluxos de comunicação, tempo de resposta, sistemas de monitoramento e integração entre Estado e municípios. 

Na barragem de Ituporanga, a operação foi realizada diretamente da sede da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil. Após a recente reforma e modernização, a estrutura passou a operar por sistema remoto, permitindo o controle das comportas a distância, com mais precisão, agilidade e segurança. O novo modelo reduz riscos operacionais e amplia a capacidade de resposta em situações críticas.

Já na barragem de Taió, a manobra foi executada presencialmente pelas equipes técnicas durante o simulado. No entanto, esta barragem, assim como a de José Boiteux, também passará por processos de reforma e modernização ao longo do ano e, após a conclusão das intervenções, operará em sistema remoto.

“A participação da SEMAE no exercício estadual contribui para testar, em tempo real, protocolos relacionados à Política Estadual de Recursos Hídricos e à Política Nacional de Segurança de Barragens. Em casos simulados de rompimento de barragens ou enchentes, a Gerência de Outorga auxilia na análise de impactos sobre corpos d’água de domínio estadual, apoiando decisões rápidas e tecnicamente fundamentadas”, pontua o secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá. 

A Gerência de Outorga contribuiu ainda na identificação de manchas de inundação e na avaliação de possíveis danos ambientais, antecipando medidas para mitigação de riscos, por meio de testes de sistemas e bases de dados, visando o aprimoramento do monitoramento das estruturas cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB). A atuação da SEMAE no simulado demonstrou que a gestão eficiente dos recursos hídricos é peça-chave na proteção de vidas, no ordenamento do uso da água e na redução dos impactos ambientais em situações de desastre.

O secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt, ressaltou que o exercício vai além de uma ação simbólica e comprova o compromisso do Governador Jorginho Mello com a prevenção. “O fechamento total das comportas durante o simulado mostra que nossas barragens estão operacionais e preparadas para atuar quando necessário. Em Ituporanga, já operamos com tecnologia remota após a modernização, o que garante mais eficiência e segurança. Taió e José Boiteux também passarão a contar com esse sistema após as reformas, elevando o padrão tecnológico das nossas estruturas. Estamos investindo em prevenção, em inteligência e em preparo técnico para proteger vidas e dar mais tranquilidade à população catarinense”, afirmou o secretário.

Além de testar os equipamentos, o simulado permitiu avaliar a articulação entre as equipes da Defesa Civil estadual, coordenadorias regionais, operadores das barragens e defesas civis municipais. A operação envolve monitoramento em tempo real, registros técnicos e comunicação permanente entre os centros de comando. 

O simulado iniciou na prática, às 9h20 deste domingo, 1º de março, após envio simultâneo de um alerta de emergência para celulares em todo o território catarinense. A mensagem, disparada pelo sistema Cell Broadcast, marcando oficialmente a abertura do 2º Simulado Geral de Gestão de Desastres, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual da Proteção e Defesa Civil (SPDC).

“Neste simulado, como foi realizado a nível estadual, foram contemplados praticamente todos os tipos de desastres envolvendo a gestão de recursos hídricos. Como por exemplo, tivemos municípios que simularam secas, estiagens, inundações, rompimento de barragem e até situação de contaminação de curso d’água, e pudemos testar na prática, diversos protocolos de atuação emergencial relacionados a essas ocorrências, visando seu aprimoramento para que, caso ocorram, os nossos municípios estejam preparados para gerenciar essas crises de forma eficiente“, complementa o gerente de Saneamento e Gestão de Recursos Hídricos da SEMAE, Vinicius Tavares Constante.

A mobilização ocorreu de forma simultânea em praticamente todo o estado, sob coordenação da SPDC, com execução dos Grupos de Ações Coordenadas (GRACs) e apoio das Coordenadorias Regionais de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, polícias, universidades, secretarias municipais e instituições parceiras, como a Rede Estadual de Emergência de Radioamadores. Ao todo, 294 dos 295 municípios se inscreveram, superando o número da edição anterior, que até hoje era o maior simulado do Brasil.

Antes do envio do Cell broadcast, os municípios realizaram simulações conforme os principais riscos identificados em cada região, como deslizamentos, enchentes, enxurradas, queda de barreiras e interrupções no fornecimento de energia. 

Após os primeiros registros das ocorrências simuladas, foi estabelecido o contato com a estrutura estadual, com a instalação do Gabinete de Crise e o acionamento do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres e do Centro de Logística.

O exercício seguiu com evacuações simuladas, instalação de abrigos temporários, cadastramento de famílias, organização de ajuda humanitária e ações educativas. As atividades tiveram como objetivo testar e revisar protocolos, sistemas de comunicação e fluxos de informação, atualizar bases de dados, identificar ajustes necessários e fortalecer a integração entre as áreas técnica, operacional e logística.

A escolha do 1º de março também foi simbólica. A data marca o Dia Internacional da Proteção e Defesa Civil, reforçando o compromisso de Santa Catarina com a gestão de riscos e a proteção da vida.