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Plano de Transição Energética de Santa Catarina: com a participação de setores estratégicos da região Norte, SEMAE e FGV concluem mais uma etapa do processo de elaboração do estudo

Escuta técnica na região Norte reúne setor produtivo e poder público para mapear oportunidades e desafios rumo a uma transição energética justa no estado

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE), em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), concluiu na última terça-feira, 18/03, em Joinville, mais um passo fundamental para a elaboração do Plano de Transição Energética de Santa Catarina. Com o objetivo de identificar oportunidades e desafios no âmbito da construção da política estadual de transição energética justa por meio da descarbonização do sistema produtivo regional e fomentar a integração regional entre as diferentes cadeias produtivas de Santa Catarina, as instituições reuniram atores estratégicos da região Norte para um momento de escuta técnica participativa.

“Ouvir a região Norte foi fundamental para avançarmos na construção de uma transição energética justa e eficiente, reconhecendo o papel estratégico do seu parque industrial e logístico no desenvolvimento de uma economia catarinense de baixo carbono. Em breve estaremos em outras regiões para ampliar essa etapa de escuta regional em busca de um mapeamento preciso de oportunidades para os milhares de catarinenses que serão impactados pela transição energética”, pontua o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá.

Entre os presentes, estiveram colaboradores de grandes empresas da região como GM, Döhler, Tupy, Arcelormittal, Abimaq, Metal Group, Incasa e Termotécnica; de órgãos públicos como Companhia de Águas Joinville, IMA/SC, PM Ambiental, MPF, Fundema; além de Senai, Sebrae, Comitê ODS Joinville, entre outras. Durante o Workshop Regional Norte – Programa Santa Catarina 2050: Caminhos para uma Transição Energética Justa, realizado na Acij, os pesquisadores envolvidos no projeto apresentaram um panorama geral dos trabalhos de elaboração do Plano de Transição Energética Justa e coordenaram momentos de integração e participação do público.

“Para esse projeto do Plano de Transição Energética Justa, um ponto fundamental é a participação de todos os atores, não só daqueles da região Sul, foco do Plano, como também todos aqueles que podem impactar positivamente na oferta de soluções de empregos, serviços,  mapeamento de oportunidades, bem como na regeneração da integração do estado como um todo” comenta o pesquisador da FGV, Felipe Gonçalves.

A programação teve início com a apresentação do projeto de elaboração do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina, abordando conceitos da transição energética, referências nacionais e internacionais, o contexto do setor energético estadual e caminhos para uma economia de baixo carbono. Os especialistas e pesquisadores conduziram o workshop com contribuições nas áreas de energia, sustentabilidade e desenvolvimento socioeconômico. Na sequência, os participantes debateram a visão estratégica para o estado com foco na Região Norte, considerando o papel do sistema produtivo regional. Também foram discutidos os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável, com destaque para matriz energética, eficiência nos processos produtivos, inovação tecnológica e logística de baixo carbono.

“Como parte do processo de construção do plano, a escuta ao público da região Norte contribui diretamente para a elaboração do PETEJ do estado. O engajamento dos atores locais permite a coleta de informações qualificadas e visões estratégicas, além de possibilitar a identificação de oportunidades e desafios na formulação da política estadual de transição energética justa. Essa participação também fortalece a descarbonização do sistema produtivo regional e estimula a integração entre as diferentes cadeias produtivas de Santa Catarina”, acrescenta a diretora de Clima, Energia e Transição Energética da SEMAE, Mariane Murakami.

Transição Energética em Santa Catarina

Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro a ter uma Lei de Transição de Energética Justa. No estado, a pauta envolve um estudo econômico e social para a descarbonização da energia e está sendo conduzida pelo Governo do Estado por meio do Programa Santa Catarina 2050. A elaboração de uma pesquisa aplicada visando a elaboração desse plano de transição energética justa para descarbonização da energia está em andamento pela FGV. 

O objetivo é realizar o diagnóstico da matriz energética de Santa Catarina, identificando seu perfil atual e os principais desafios, bem como propor alternativas voltadas à redução das emissões de carbono nas diferentes atividades econômicas e avaliar as oportunidades de desenvolvimento e crescimento das diversas regiões do Estado, com base em soluções energéticas sustentáveis e na transição para uma economia de baixo carbono.

O plano norteará as ações e servirá de base para a criação de políticas públicas permanentes em Santa Catarina. O foco é garantir que a transição para a geração de energia de baixo carbono seja inclusiva, socialmente responsável e economicamente viável. A transição energética justa está inserida no Programa Santa Catarina 2050, uma agenda estratégica de longo prazo que integra infraestrutura, economia, meio ambiente e inovação, visando diminuir impactos sociais, ambientais e econômicos diante da transição para energias mais limpas. No âmbito do programa, o Governo do Estado fará um investimento de R$ 3,5 milhões para a elaboração do estudo.